Privar o trabalhador de não atuar na carreira deve ser um pesadelo. Imagine um jogador de futebol não ter o direito de jogar uma partida profissional por um ano e dois meses. Esse é o drama que vive Dodô, suspenso até o dia 7 de novembro de 2009 pela Corte Arbitrária do Esporte. O caso começou em 14 de junho de 2007, quando o atacante foi pego no exame de antidoping após a goleada do Botafogo no Vasco, por 4 a 0 - Dodô marcou dois gols. A substância, femproporex, que contém cafeína, é encontrada em suplementos alimentares.
Após ficar fora dos gramados por quase um mês, veio o primeiro julgamento. Dodô foi absolvido por unanimidade e continuou em grande fase no Botafogo até se transferir para o Fluminense. Ano de altos e baixos. Em março, a épica partida diante do Arsenal - a melhor atuação individual de um jogador no ano. Logo depois, a fratura na face. Dois meses fora. Voltou a tempo de ajudar o Tricolor na campanha da Libertadores. Sempre, é claro, demonstrando insatisfação com a reserva. No Campeonato Brasileiro, as más atuações e os desentendimentos no grupo ocasionaram a rescisão de contrato. Triste, porém previsível.
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