sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Brasil deprimente

O Engenhão não lotou. Foi deprimente acompanhar um jogo de eliminatórias da Seleção Brasileira com um estádio com meia lotação. É grave. Sábado, em Buenos Aires, a Argentina encheu o Monumental de Nunez. Os chilenos entupiram o Nacional, de Santiago, até mesmo após terem sido surrados pelo Brasil. Portugal perdeu para a Dinamarca, mas com o José Alvalade, em Lisboa, botando gente pelo ladrão. Muita gente para ver Itália x Georgia, em Udine. O mesmo para França x Servia, em Paris. E para Espanha x Armênia, em Albacete. Só o Brasil não foi capaz de convencer seus seguidores a visitarem o Engenhão. Há muito por trás disso. O primeiro elemento. O torcedor, não só o brasileiro como de todo planeta, quer saber mesmo é do seu clube. As seleções perdem espaço escancaradamente. Os europeus ainda levam vantagem por que, em quatro anos, jogam dois mega-eventos. Copa do Mundo e Euro. Isso, apesar da paixão clubística, impede que o interesse pelas equipes nacionais diminua. Mas, na América do Sul, é só Copa do Mundo. Eliminatórias não cativam. Copa América não pega. Brasileiro não gosta de amistoso.

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